quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ilha do Farol e Ilha Deserta



As ilhas Deserta, da Culatra/Farol, Armona, Tavira e Cabanas constituem as cinco ilhas-barreira que fazem parte do cordão arenoso responsável por separar a Ria Formosa do Oceano Atlântico.
Em tempos idos, a Ilha Deserta e a Ilha do Farol/Culatra foram uma só: a Ilha do Cabo de Santa Maria. Porém, a abertura do Canal da Barra Nova, durante a primeira metade do séc. XX, veio transformar esta ilha em duas.
As areias destas ilhas estão em constante deslocação, devido às forças do mar e do vento. Mesmo assim, nas suas dunas podemos encontrar espécies vegetais (como o cardo marítimo) que conseguiram resistir e adaptar-se aos ventos fortes, à salinidade e à permeabilidade do solo. Outro aspecto curioso é que são as raízes destas plantas que contribuem para a manutenção e estabilização das dunas.
Escolhamos um dia para visitar a Ilha do Farol e a Ilha Deserta.
O ponto de partida é a cidade de Faro, mais especificamente o Cais Comercial ou o Cais das Portas do Mar (conforme a época), onde se apanha o barco para a ilha do Farol.


Faro

   


Durante a viagem, que dura cerca de 40 minutos, o barco atravessa canais e bancos de sapal que caracterizam a Ria Formosa. Com alguma sorte, talvez se avistem aves que por aqui passam, tais como os flamingos ou a garça-real.

Ria Formosa

Uma vez chegados à Ilha do Farol, sugere-se uma visita a três locais: o núcleo populacional -  habitado essencialmente por pescadores e turistas,

Ilha da Culatra


o Farol de Santa Maria,

Ilha da Culatra



e a praia.

Ilha da Culatra

Para uma segunda parte do dia mais tranquila, desvendemos o silêncio da Ilha Deserta.
Para tal, apanhamos um barco-táxi que nos leva até lá.

barco-táxi

A Ilha Deserta também  é conhecida como Ilha da Barreta. Ao contrário da Ilha da Culatra, é desabitada e pouco frequentada. É aqui que se encontra o ponto mais meridional de Portugal continental, o Cabo de Santa Maria, que consiste apenas numa curva no areal da praia.
A partir do pontão é possível fazer um percurso pedestre que nos proporciona um melhor conhecimento da ilha (LINK)

Ilha Deserta


Embora tenha apenas 3,2 Km e seja considerado fácil, se for Verão e o sol estiver forte, aconselha-se o fim de tarde como melhor altura para o realizar. Uma menor temperatura ajudará a caminhada. Além disso, o azul do mar e a areia clara adquirem tons lindíssimos e cintilantes quando o sol vai mais baixo.

Ilha Deserta
Ilha Deserta



No entanto, convém não esquecer a hora de saída do último barco. - mais informações: Ria Formosa Barcos - mais fotos aqui



Ilha de Tavira



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ver Percurso Pedestre da Ilha de Tavira (http://www.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/pn/pnrf/ilh-tavira)

Quinta do Lago

Iniciámos o percurso já a meio da manhã.
O sol, o céu azul e o calorzinho de fim de Inverno sugeriam um belo passeio.
Foi o que aconteceu.
Primeiro refrescámo-nos no bar da Casa do Lago.
Depois foi só seguir o trilho.
Desta vez conseguimos observar mais fauna do que habitualmente.

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garça branca

garça branca



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 polvo



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poupa



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pato real



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caimão



pega-azul
pega azul



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flamingo
  flamingo comum



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galeirão comum



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cegonha
cegonha


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Descrição do percurso aqui

Ver também:

Casa do Lago

Guia de Percursos Pedestres do Algarve (pp. 42- 45)

mais fotos e vídeos aqui



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

La Alpujarra


A região da Andaluzia, conhecida como La Alpujarra (ou Las Alpujarras), integra os vales que se encontram na encosta Sul da Serra Nevada. Esta zona foi sucessivamente ocupada por vários povos, tais como os iberos, os celtas e os romanos, antes da conquista muçulmana do sul da Península Ibérica, durante o séc.VIII.

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Ao longo de centenas de anos, os mouros foram os únicos habitantes desta região, permanecendo aqui até 1570 (mesmo depois da queda de Granada, em 1492). A herança da ocupação árabe nas Alpujarras pode observar-se na agricultura, na gastronomia tradicional, nas técnicas de tecelagem, nos topónimos e na arquitectura. No que toca à arquitectura, a forma cúbica das casas reflecte a influência do Norte de África.

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Os materiais mais utilizados na sua construção são a pedra, a madeira de castanheiro e a launa (argila local impermeável), sendo depois pintadas com cal, tanto no exterior, como no interior.

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Por norma, estas casas tradicionais são constituídas por um primeiro piso, o rés-do-chão, e mais um, ou dois pisos superiores. Os telhados planos, de launa, servem de terraço e por vezes são também utilizados como acesso a outras casas.

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Outros elementos arquitectónicos recorrentes são as “galerias” abertas, num dos pisos superiores, onde se costumam secar alguns produtos do campo (malaguetas, tomates, etc.); as varandas rectangulares e as chaminés altas.

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As casas, irregularmente alinhadas, ladeiam as ruas estreitas e sinuosas, o que acentua o aspecto pitoresco destas aldeias.

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Apesar da existência destes traços comuns a todos os pueblos das Alpujarras, cada um deles apresenta características únicas: cada um tem as suas próprias tradições, pratos típicos e vinhos, contribuindo todos, nas suas diferentes formas, para a economia da região.


 mais informações sobre La Alpujarra: aqui

 mais fotos: aqui